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Nós Vimos: LCD Soundsystem

LCD Brasil

A passagem do LCD Soundsystem pelo Brasil fez pouco barulho. Um dos melhores shows do ano, o produtor James Murphy e sua banda foram vistos por pouca gente na maioria das cidades em que passaram. Provavelmente por culpa da overdose de festivais e shows que aconteceram nas últimas quatro semanas. Mesmo assim, os caras não desanimaram e fizeram um show de arrepiar, com releituras de vários de seus hits com muitos instrumentos e poucos samplers.

Um amigo me perguntou se o show deles não seria só um Dj set com malabarismos e scratches, macaquices comuns nos vários shows de psytrance que invadem a capital nos últimos tempos. Só que James Murphy é um dos melhores produtores e músicos estadunidenses hoje em dia e seu segundo álbum Sounds of Silver está encabeçando listas e mais listas de melhores álbuns do ano. A mistura de elementos da disco music, punk, electro e funk soa fresca e criativa, com letras nada óbvias.

O show em Brasília foi em um local absurdo: no mesmo local onde a dupla Sandy & Júnior tinha se apresentado na noite anterior. A estrutura faraônica da produção do lugar assustou os poucos que acharam que o show começaria às 22h. O sueco Axell Willner e seu projeto classudão The Field só deu as caras perto da meia noite. Não sei se por causa do cansaço e da espera, o pessoal preferiu ficar longe da pista conversando e bebendo a cerveja cara do bar. Willner teria se dado melhor se o show não tivesse demorado tanto a começar. Às 2 da manhã de domingo, ao som das batidas de US vs Them, o LCD Soundsystem surgiu sob um imenso globo disco.


A estilosa tecladista Nancy Whang e seus vocais foram os destaques da noite. Ela, Murphy e o baterista Pat Mahoney pareciam não se importar muito com a apatia generalizada de muita gente que não sabia direito nem o que fazia ali. A sucessão de hits como North American Scum, Get Innocuous e até Daft Punk Is Playing at My House não conseguiram quebrar o gelo com o público e muita gente deixou o show na metade. Vai entender, coisas de Brasília.

Murphy, o homem-banda, mostrou todo seu lado perfeccionista, se movimentando pelo palco o tempo todo fazendo ajustes, acertando detalhes e dando orientações à equipe técnica. Em um momento do show, ele se desculpou por não falar português e comentou com o público sobre uma absurda luz direta ligada, que atrapalhava todo o clima do show. Rapidinho ele se virou, fez um gesto e as luzes se apagaram. Só aí a belíssima All My Friends pôde começar.

Um dos melhores shows que vimos este ano. Pena o público ser tão fraquinho. Nós achamos o clima tão frio que tínhamos quase certeza que a baladinha New York, I Love You but You’re Bringing Me Down seria degolada. Que nada. Com um puta profissionalismo, a banda voltou para um bis honrado e terminou muito bem sua apresentação. Escute a última música do show aí embaixo:


Brasília I hate you and you’re bringing me down.

5 Respostas para “Nós Vimos: LCD Soundsystem”

  1. marri diz:

    público estranho, lugar estranho…..cerveja cara…não fosse sounds of sylver um dos mais tocados no meu itunes esse ano, acho que teria desistido também. mas valeu muuito a pena!!!o show foi demais!

  2. Kaio Michaluat diz:

    Com certeza, um dos melhores shows do ano. Horrível o show ter sido vazio assim nas quatro cidades…

  3. Paulo Rená diz:

    É isso, cara, banda 10 público… 4, 3, sei lá

  4. deny diz:

    o show foi ótimo mesmo

  5. salomas diz:

    Na verdade o show seuprou em muito minhas espectativas. E o público foi o que eu esperava. Galera do trance perdida e o povo rocker de sempre.
    500 em 2.500.000 e olha que tinnha uma galera de sampa e curitiba comigo. Brasilia ué?! esperava oq?

Comentários

 

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