Até que enfim. Depois de sacudir meio mundo com Crazy, o hit de 2006, o duo Gnarls Barkley aparece com música nova. Como eu escutei St. Elsewhere até arranhar os mp3s, sou suspeito pra falar de Run, primeiro single do novo álbum dos caras. Batidas rápidas, muito groove e o vozeirão arrasador de Cee-Lo ressuscitam a Motown e todo o funk em pouco menos de 3 minutos de música. A química frenética e deliciosa da dupla continua borbulhando. Ah, o disquinho The Odd Couple sai em abril deste ano.
Os canadenses do Arcade Fire lançaram mais um clipe interativo. Depois da excelente experiência interativa de Neon Bible, o site Rorrimkcalb.com traz uma nova versão interativa para a música Black Mirror, primeiro single do álbum lançado no ano passado. O clipe tem direção de Olivier Groulx e Tracy Maurice, que também são responsáveis pela direção de arte dos materiais de divulgação do grupo. No site, cada um pode criar a sua própria versão da música, mixando os 6 canais de áudio como achar melhor. Agora é só esperar pelos milhares de remixes e bootlegs.
Duas músicas super bacanas de 2007 ganham clipes. A primeira é a parceria já tarimbadíssima entre a cantora canadense Feist e o diretor Patrick Daughters, do conceituado The Directors Bureau, mesmo estúdio dos irmãos Roman e Sofia Coppola. Depois de produzir os criativos clipes de My Moon My Man e 1 2 3 4, Daughters já se sente em casa e ousa um pouco mais no clipe da música I Feel It All, terceiro single extraído do álbum The Reminder. A fofíssima Feist se aventura agora entre latões recheados com fogos de artifício que explodem de acordo com os acordes da música. Seguindo a tradição, tudo foi gravado em um único take.
Já o clipe de The Time of Times, quarto single e uma das melhores músicas de Born In The UK, último álbum do inglês Badly Drawn Boy, é apenas uma colagem de imagens do cantor e cenas da comédia romântica água-com-açúcar Definitely, Maybe. Felizmente, o filme só aparece por aqui em maio deste ano. Até lá ainda dá pra escutar esta música sem problemas.
Acabei de ver Juno, um dos filmes mais blogados dos últimos tempos (Cloverfield e sua campanha marketeira não contam). E apesar da expectativa, o novo filme do diretor Jason Reitman (de Obrigado por Fumar) sobrevive ao hype. Juno é uma mistura do cinemão hollywoodiano e o cinema alternativo, com ajuda de uma excelente trilha sonora anti-folk composta, na sua maioria, por canções de Kimya Dawson, vocalista do Moldy Peaches. A simplicidade e a honestidade das músicas quase sussurradas sobre violões e piano, criam um clima sincero para a estória da pequena Juno, sem pieguice. A trilha está há semanas entre os álbuns mais vendidos na Billboard e tem também canções de gente grande como Velvet Underground, Kinks e Cat Power. A cena em que toca Expectations, do Belle & Sebastian, é de arrepiar. Além dela, ainda tem Piazza, New York Catcher na trilha.
O filme só perde um pouco quando a ElektraJennifer Garner aparece em cena. A presença da atriz e sua interpretação forçada quebram muito o clima sincero e contido da estória. Já Ellen Page, que interpreta a protagonista, impressiona muito com seu jeitinho estranho e machinho de ser. Não foi à toa que ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz. O ator Michael Cera e sua cara de Beck, é bem carismático e está muito bem como o melhor amigo de Juno. Juno concorre também nas categorias de Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Diretor. O filme estréia no Brasil no dia 15 de fevereiro. Aí embaixo vai um pouco do climinha de Juno, com a música So Nice, So Smart.
O verão ainda continua derretendo cabeças em boa parte do Brasil. Continuando nossa série especial para a temporada do calor, um set especialíssimo do nosso hermano Dj A. Há mais de dez anos destruindo nos toca-discos e nas festinhas mais hypadas, o cara solta a mão cheia de groove e swing em mais um Diabacast Nação. Batidas magestrais de gente como o top DJ Mark Farina, do grupo de jazz US3, Pete Rock, The Nextmen, o mestre Gerson King Combo e novos talentos como o rapper Igor de Mello. DJ A também é
conhecido na cena hip hop pelo seu trabalho ao lado do MC Hadda e o projeto paralelo Otro Plano com o Mc YO. Em 2008, ele se prepara para excursionar com o poeta e rapper GOG em shows pelo Brasil. Agora é só aumentar o volume e sentir o flow.
1 - Represent’s Groove
2 - Cut Chemist Suite
3 - Thinking About - Dj Mitsu Beat
4 - Kick This - US3
5 - I want You Lean Back - Terror Squad & Jackson 5
6 - Back in ‘92 - Mark Farina
7 - Timeless - Sergio Mendes
8 - Pega Ladrão - Igor de Mello
9 - Move - The Nextmen
10 - It´s a Love Thing - Pete Rock
11 - Good Bye Girl, Good Bye Baby - Gerson King Combo
Boa notícia para os órfãos do duo francês Daft Punk. Guy-Manuel de Homem Christo, um dos dois ilustres robôs, está produzindo o novo álbum do seu compatriota Sébastien Tellier, que é contratado do selo Record Makers, selo de um outro duo francês, o Air. E com tanto padrinho famoso, o álbum Sexuality já aparece como um dos melhores lançamentos deste início de 2008. O clima das duas músicas que já vazaram por aí, Sexual Sportswear e Divine, é puro Daft Punk e supera qualquer expectativa. Divine é verão puro e tem uma super cara oitentista. Bem divertida.
Já Sexual Sportswear e seu clipe, deixam mais claros a influência do programa de TV pornô soft-core tipicamente francês que inspitou a criação do álbum. A odisséia erótica passa dos 7 minutos na versão final da música. Sexuality sai agora em fevereiro.
No primeiro clipe para divulgar seu primeiro álbum solo, Alone: The Home Recordings of Rivers Cuomo, o vocalista do Weezer bota pra fora toda empolgação e alegria da sua vida cotidiana. Blast Off! é uma das canções de Songs from the Black Hole, álbum do Weezer que nunca chegou a ver a luz. O álbum contava uma estórinha indie do dia-a-dia de Cuomo e seus amigos antes da fama e acabou sendo descartado. No seu lugar veio o semi-clássico álbum Pinkerton. Além do bigodinho e da pele mais clara que o dia, o engraçadíssimo clipe de Blast Off! mostra Cuomo pulando na cama elástica, fazendo abdominais e termina de uma maneira ainda mais engraçada. Parece que o estilinho Brandon Flowers está fazendo sucesso.
New Amsterdam é o quarto single a sair de The Boy with No Name, último álbum lançado pelo grupo escocês Travis. O clipe foi idealizado pelo artista inglês Gary Rough e mostra a cidade de Nova York (que já foi chamada de New Amsterdam) por uma visão simples e minimalista.
Oi gente, sou a Nina Veloso! A partir de hoje vou dividir com vocês o que está rolando por aí no mundo da cultura pop e na moda. Falando nisso, que tal começar 2008 com o pé direito um pouco além das passarelas? Um bom começo é o documentário Marc Jacobs & Louis Vuitton, que será exibido nesta quinta-feira, dia 17/01, às 21:15 pelo canal GNT. Para quem nunca ouviu falar no cara, Marc Jacobs é o diretor criativo da marca Louis Vuitton e foi quem trouxe artistas como Takashi Murakami, Stephen Sprouse e agora Richard Prince para customizar as tradicionais bolsas com o monograma LV, além de tornar a tradicional marca uma das mais valiosas do mundo. Vale a pena conferir no documentário o trabalho de criação de uma coleção e espiar a presença da editora da VOGUE US, Anna Wintour - a diaba que veste Prada.
Li um dia desses a peça Entre Quatro Paredes, do filósofo francês Jean Paul Sartre. O argumento desta peça é excepcional. Fala sobre três pessoas que se encontram no inferno. Só que o inferno de Sartre não tem cheiro de enxofre nem chifrudo algum comandando o local. É apenas você dentro de uma sala sem janela, iluminada o tempo inteiro, sendo obrigado a conviver com pessoas completamente diferentes de você por toda a eternidade. Acho que a idéia original de inferno é menos assustadora. É deste livro a famosa frase O inferno são os outros. Um clássico da literatura que vale a pena ser lido.
O cantor inglês e ex-vocalista do The Smiths, Morrissey está com um ano cheio. No começo de fevereiro ele lança seu Greatest Hits, incluindo duas músicas inéditas: That’s How People Grow Up e All You Need Is Me. As duas prometem entreter os fãs de Morrissey até que o prato principal chegue no fim de 2008, o tão aguardado nono álbum de inéditas.