Muita coisa tem acontecido desde que eu desapareci do blog. Do podcast. Do Twitter. Não, não fui abduzido nem tive nenhuma experiência transcendental em Pirenópolis. Mas a correria da produção das camisetas e do que virá a ser a nossa quarta coleção não me deixou muito tempo livre. O site em breve recebe uma nova leva de reedições, portanto se você quer ver alguma estampa já esgotada de volta, a hora é agora. Entre em contato com a gente ou deixe um comentário aí embaixo que nós estamos fechando até o fim da semana a nova grade de reimpressões.
E, mesmo sem muito tempo online, estou viciado no Ode To J Smith (novo álbum do Travis), obcecado com as canções de ninar da série Rockabye Baby (tem versões absurdamente bacanas para Nirvana, Mettalica, Björk, Pixies e muitos outros aqui) e estou gostando pra caramba do Off with Their Heads, novo do Kaiser Chiefs (esses caras têm os melhores títulos SEMPRE). Ainda não ouvi direito os novos do Oasis, TV on the Radio e The Coral, mas o pouco que ouvi soou bem.
De resto, fui infectado com a febre do Rock Band no XBOX 360 e suas zilhares de músicas em download content. Pra me encontrar, adicione DexterDastardly e apareça por lá pra gente tocar Debaser juntos.
Depois do marasmo recente de novidades, os últimos dias trouxeram uma enxurrada de músiquinhas bacanas. Tem desde single novo dos escoceses do Travis, até uma inédita do Peter Bjorn & John com nome de filme do David Lynch. Aproveite e engorde o seu iPod!
Depois da ótima surpresa de Falling Down e a melodia rebuscada do Noel, o Oasis volta ao básico com a bacaníssima The Shock of the Lightning. Bacana pra quem gosta de britpop, claro. Ah é, o Liam está de volta aos vocais também. Enjoy.
O Franz Ferdinand também resolveu dar um gostinho do que será seu aguardadíssimo terceiro álbum. A elétrica Lucid Dreams saiu na trilha do game Madden NFL 09 e já tomou o mundo. Os ingleses já hyparam a coisa como o single do ano. Eita.
Já a Lily Allen continua ácida e soltando mais músicas em sua página no MySpace. A última se chama Guess Who Batman?, que depois teve o título trocado para Get Wit The Brogram. Mas que já é chamada de Fuck You Very Much pelos fãs na web, por causa do seu refrão. Pra quem gosta gosta da inglesinha, a música nova traz o pacote completo: voz delicada, ironias e um pop bem feito.
Ao contrário de muita gente, gostei muito de The Boy with No Name, último álbum do Travis que saiu no ano passado. Fiquei surpreso quando ouvi Something Anything, primeiro single do álbum Ode to J. Smith, que sai agora no dia 15 de setembro. O som cru se parece com as coisas do começo da banda. Daria um braço pra tocar isto no Guitar Hero.
Este Livin´La Vida Loca do Coldplay é um candidato punk à álbum mais chato do ano. Gosto muito dos dois primeiros álbuns deles, mas este novo simplesmente não dá. Culpa do Brian Eno? Do Chris Martin? Da Gwyneth Paltrow? Vai saber. Aí embaixo você escuta Death Will Never Conquer, que já roda a web há algum tempo, mas que foi disponibilizada oficialmente para download no site do grupo. Voz e piano. Tá bom.
Depois da explosão pop de Young Folks e de conquistarem seus 36 territórios, os suecos do Peter Bjorn and John dão um tempo em tudo e lançam um álbum instrumental no próximo mês. Inland Empire é sexy, estranha e toma emprestado o nome do genial e bizarríssimo último filme do David Lynch. Estes suecos são espertos.
Mercury, última música que eu tinha ouvido do Bloc Party não desceu até hoje. Nem o A Weekend in the City também. Mas gostei pra caramba de Trojan Horse, que traz de volta os riffs de guitarra e o baixo rápidos do primeiro álbum. Ah, Intimacy, terceiro álbum dos caras, tem lançamento digital oficial amanhã.
Pra fechar, um snippet de Golden Age, música dos novaiorquinos do Tv on the Radio saída do forno. O terceiro álbum deles sai também no dia 23 de setembro. Os caras são foda. Até hoje me pergunto porquê deixei de ir no show deles pra passar um final de semana trabalhando em uma agência. Raios!
Os ingleses do Keane estão disponibilizando de graça no seu site oficial até a próxima segunda, dia 11/08, o download de Spiralling, primeiro single do novo álbum deles. E, mais uma vez, os caras se distanciam ainda mais da sonoridade do seu álbum de estréia Hopes and Fears, lançado em 2004. A salada de produtores envolvidos nos diversos processos de gravação das novas músicas dão uma idéia do que esperar do novo álbum.
Eles tiveram metódicas sessões de gravação em Paris com o produtor Jon Brion, produtor do álbum Ga Ga Ga Ga Ga do Spoon e co-produtor do álbum arrasa-quarteirão do Kanye West, Graduation. Além de sessões bem experimentais em Berlim com um dos papas do electro, Stuart Price, que produziu recentemente Madonna, New Order e já está metido no terceiro álbum do The Killers.
Ainda vou levar um tempo pra me acostumar com Spiralling e este novo Keane. Pelo menos até o dia 13 de outubro, dia em que Perfect Symmetry, terceiro álbum do Keane, sai nos Estados Unidos.
Já estava com saudades do som do Kings of Leon. Os caras fazem um puta show e foi a melhor surpresa que eu tive no tenebroso Tim Festival de 2005. Bem, um álbum já se passou desde que eu vi os caras ao vivo e, em Because of the Times, o grupo amadureceu pra caramba o seu som. Hoje, em parceria com a revista estadunidense Spin e o semanário inglês NME, a família Followill disponibiliza de graça Crawl, música que estará no quarto álbum Only By The Night, que sai no dia 22 de setembro nos Estados Unidos. Como as gravadoras nunca são tão boazinhas assim, a música só estará disponível durante duas horas (de 15h ás 17h no horário inglês) desta segunda, 28 de julho aqui.
UPDATE: Se não deu tempo, escute ou faça o download aí embaixo.
Karen O, a vocalista do grupo novaiorquino Yeah Yeah Yeahs estréia hoje à noite no Brooklin (NY) o seu projeto paralelo Native Korean Rock, com várias músicas compostas nos últimos dois anos, durante a turnê do álbum Show Your Bones. As cinco músicas disponíveis no MySpace do grupo soam sinceras e bem frágeis, todas em versões bem cruas, como na canção Ooo, que você pode ouvir no fim deste post. Karen O já prometeu que estes dois pequenos shows serão bem performáticos e intensos. Sorte de quem está com ingresso na mão lá em Nova York.
A nossa segunda coleção de bolsas já está praticamente pronta. Já fizemos a sessão de fotos no último final de semana e agora é só preparar tudo e postar no site. Mas, antes disso, vou postar um pequeno aperitivo aqui para aquelas pessoas que estão morrendo de curiosidade.
Pra não esconder tanto assim: uma bolsa é pra música Mouthwash da inglesinha Kate Nash e a outra é uma homenagem ao filme Adorável Pecadora, da Marilyn Monroe. Juro que não é exagero: quem já viu, se apaixonou.
Existem várias formas diferentes de se fazer um clipe pra divulgar uma música/banda atualmente. Alguns sampleiam clipes antigos, outros usam técnicas moderninhas para terem uma estética retrô e outros nem câmeras mais usam. É o caso do tão falado vídeo do Radiohead pra House of Cards, quarto single saído do já clássico álbum In Rainbows. O vídeo foi todo produzido por uma tecnologia de modelagem 3D feita a partir de cálculos matemáticos feitos a partir de formas e a distância entre os vários objetos. E, a partir de dados frios e absolutos, a letra de House of Cards ficou ainda mais intensa e emotiva. O Radiohead continua com sua série de clipes do ano. Assista!
Um vídeo com o making-of disso tudo também foi postado no perfil oficial do Radiohead no YouTube. E, a partir de várias combinações diferentes, Thom Yorke e seus companheiros de invenções convidam as pessoas a fazerem seus próprios vídeos e intervenções nesta página do Google. Depois, é só postar o resultado na página do vídeo. Simplesmente genial.
Outra puta idéia bacana pra clipe surgida este fim de semana foi a técnica utilizada pelos novaiorquinos do Ratatat para divulgar a bacaníssima música Flynn, terceiro single do excelente álbum LP3. O clipe tem várias intervenções sobre o clipe de You Can Call me Al, um clássico do Paul Simon que contava com a participação especial do comediante novaiorquino Chevy Chase , mestre absoluto das comédias pastelão estadunidenses dos anos oitenta. Distorções, psicodelismo e muita sincronia abilolada.
Taí embaixo a versão original do clipe de You Can Call me Al:
Pra fechar, o clipe pra música ultra cool My Drive Thru, que comemora o centenário do modelão clássico Chuck Taylor da Converse, ou seja, o nosso All-Star sujo velho de guerra. A música foi gravada separadamente por Julian Casablancas, do Strokes, a hypada Santogold e Pharrell Williams, do N.E.R.D/Neptunes. My Drive Thru é viciante e mostra que as músicas patrocinadas gringas já atingiram um nível de desprendimento gigantesco do tradicional marketing tradicional, que precisa citar a marca patrocinadora a cada novo verso. E mostra também, claro, que Pharrell continua um puta produtor, apesar dos Hard Candy da vida.
Esta música está no nosso novo Diabacast 20 - Mondo Mix, que você pode escutar e baixar aqui.
Os fóruns de sites de fãs do Oasis estão insanos nestes últimos dias. Tudo porque uma versão da música Falling Down vazou na web este final de semana. A música já foi confirmada como uma das onze inéditas do novo álbum, Dig Out Your Soul, que só sai lá no dia 6 de outubro. A arte da capa é esta na imagem deste post. O problema é que a versão vazada é um remix que foi potencialmente produzido pelo duo Chemical Brothers, velhos companheiros de Noel Gallagher, e que sairia apenas no promo do single. Alguns blogs e até a NME já apontaram que o produtor inglês Jagz Kooner poderia ser o dono do remix. Jagz já produziu gente grande do naipe do Primal Scream, Garbage e Maniac Street Preachers.
De qualquer maneira, a faixa é sensacional. Muito melhor do que a maioria dos fãs dos caras imaginaram para um novo single. Os vocais de Noel, o climão meio melancólico apocalíptico e a produção sem afetações deram uma puta modernizada no som marrento do Oasis.
O cientologista e multi-instrumentista Beck volta ao mundo dos clipes com um vídeo bem doidão para a música Gamma Ray. O clipe foi disponibilizado primeiro para aqueles que fizeram a reserva online na iTunes do seu oitavo álbum, Modern Guilt. Como tudo nesta vida é ripado e despejado no YouTube minutos após seu lançamento, você já pode conferir o visual ultra retrô sessentista Arnaldo Baptista wannabe do Beck agora. A música é uma das melhores do novo álbum, com batidas rápidas e um climão bem psicodélico, com vozes do além indo e vindo o tempo todo. É bom ver o cara de volta.
Já os ingleses do Bloc Party, continuam cada vez se distanciando mais do seu álbum de estréia, Silent Alarm, que saiu em 2005. Com o lançamento do vídeo para o novo single Mercury, as influências eletrônicas e a as distorções da voz de Kele Okereke ficam cada vez mais fortes. A mistura fica ainda mais lisérgica com a presença de macacos cientistas, guerras por bananas e um presidente dos US com garras de caranguejo e cabeça de boi. Apesar de soar bem esquisitona, é uma boa pedida pra quem gosta da fase Flux-Weekend In the City.
O grupo paulistano da Lovefoxx, Adriano Cintra e companhia, apareceu há alguns dias com o primeiro clipe para Rat Is Dead (Rage), primeiro single do segundo álbum, Donkey. Macaquices à parte, vale pelo sonzinho rocker bem 90´s. Se você gostar, dá pra baixar a música aqui.
O novo single do rapper inglês Dizzee Rascal, Dance Wiv Me, produzida pelo Calvin Harris, entrou ontem direto no topo do chart de singles da Inglaterra. A colaboração entre os caras não está em nenhum álbum, além do EP que será lançado oficialmente hoje pela Dirty Stank, gravadora que Dizzee montou para divulgar novos nomes da cena underground londrina. A química entre o electro dançante e o grime solta faíscas e a música é extremamente viciante. Prontinha para encher qualquer pista. Esta é a primeira vez que Dizzee ou qualquer artista de grime atinge o topo das paradas inglesas. É, Calvin Harris é mesmo o Timbaland da terra da rainha, só que muito mais cool, vai.